O Nome da Busscar nos Ônibus
Em 1991, a Busscar lançou com tal nome de marca, o Jum Buss 380, agregado à versões 340 e 360. No mesmo ano, a empresa lançou El Buss 320, 340 e 360. A "revolução" estética nele aconteceu, os novos ônibus passaram por grandes mudanças na estrutura, nos acabamentos e processos construtivos: base do piso e estrutura com tubos galvanizados; novo tratamento anti-corrosivo nos pontos de solda e partes inferiores; ampla utilização de fibra de vidro, inclusive nas laterais do teto, integrando calhas e arremates das janelas; novo sistema de calefação e circulação de ar; banheiro redesenhado; opção de porta para motorista; poltronas com maior inclinação.
Na Expobus '92, as séries Jum Buss e El Buss apresentaram pequenas alterações estéticas, a mais visível das quais na grade dianteira, agora contendo apenas uma barra horizontal, ao invés de duas do modelo anterior.
Em outubro de 1993, ano que foi completado o rodoviário número 20.000, os modelos Jum Buss passaram por mudanças um pouco mais externas: era a série T, como o 340T, 360T e o 380T, pela primeira vez no país trazendo vidros laterais colados. A dianteira mudou levemente, perdendo o ressalto acima da grade que, por sua vez, ganhou uma barra de alumínio sobre fundo preto, a qual se sobrepunha o logotipo da Busscar em tamanho maior. Dois faróis foram acrescidos ao para-choque dianteiro, agora dois de neblina e dois de milha, e a traseira recebeu brake-light e uma faixa refletiva ligando as lanternas. Os para-brisas do modelo 340 foram ampliados, eliminando-se a divizão horizontal superior. O interior recebeu alteração especial: novas cores e padrões de revestimento; novas alavancas de inclinação das poltronas; porta-copos e mesinhas de refeição escamoteáveis; barra de acabamento lateral em martelos, como nos vagões de metrô, para a quebra das janelas em casos de emergência.
Ônibus Monobloco, Plataforma Própria
Em 1993, três notícias importantes surgem no mesmo ano. A primeira, o teste de um novo articulado urbano, acoplado no chassi Volvo B58, como proposta para a licitação do sistema integrado de transportes de Curitiba - PR. A segunda notícia, no segundo semestre, assim como a Caio e a Marcopolo, a Busscar decide então acordar com a MASA - Mexicana de Autobuses, para seguir estratégia de exportação para o mercado externo, detendo 10% do capital adquirido, equivalente a 500 veículos completos, prevendo transferência de tecnologia para a fabricação local.
Com isso, a Busscar decide utilizar plataformas próprias para os veículos destinados para fora, desenvolvidas e produzidas no Brasil por sua subsidiária HVR, todos equipados com motor traseiro Detroit ou Cummins, eixos e transmissão importados, sendo no modelo Jum Buss 340. O produto seria exclusivo para o mercado externo, com as palavras de seus dirigentes: "não podemos, de uma hora para outra, concorrer com as montadoras brasileiras".
Em 1994, na Expobus, surge o modelo Urbanus 2, uma nova versão do Urbanus, tendo mudanças mais visíveis na grade sob o conceito do rodoviário, mudanças nas lanternas dianteiras e traseiras, laterais e platarormas modificadas, aerodinâmica em todos os lados, incluindo o para-brisas traseiro sendo mais amplo.
Além da reestilização, uma nova versão do mesmo delo surge com o nome Urbanus SS, sendo especial para articulados e uma opção "Special Style" para as empresas de transporte.
Em 1995, surge o modelo Jum Buss 400 Panoramic'o, conhecida como Low Driver, tendo "piso e meio", podendo ter 3 ou 4 eixos, onde a cabine e a tripulação ficariam abaixo do salão de passageiros e o banheiro no centro. Pela grande altura, o ar condicionado precisou ser rebaixado, aplicando ajustes na traseira. A porta para o salão, ganhou um degrau escamoteável, reduzindo a altura do acesso, ganhando novas poltronas, tendo as laterais mais lisas com as chapas de alumínios contínuas e eliminação da borracha protetora. A cabine do motorista ganhou ar condicionado individual para si, dois monitores sendo um para a traseira do ônibus e outro para o salão de passageiros, poltrona reclinável e cama em "L", devido a falta de consenso entre o motorista pela posição menor para dormir com o ônibus em movimento.
A Morte do Mentor no Auge do Crescimento
A Busscar foi marcada para sempre com a tragédia de 1998. No início do ciclo de crescimento para si, a empresa assume a razão social, sendo então Busscar Sociedade Anônima, criando o modelo rodoviário Maxi Micro, além de um novo modelo Double Decker, renovação completa em sua linha urbana e a inclusão do novo microônibus urbano. Em 30 de outubro, faltando poucos dias para a apresentação oficial na Expobus, em meio a tantos novos produtos, Harold Nielson sofre um acidente que lhe custou a vida.
Foi bem no seu auge que a Busscar sente que perdeu a "alma".
Mesmo sem a licença de Harold Nielson, a Busscar seguiu seu rumo. O modelo de dois andares Panorâmico DD foi lançado, com linhas totalmente inéditas e muito modernas, antecipando estilo que seria aplicado mais tarde em toda linha Jum Buss. Era rico em opções de acabamento e layout, acolhimento de poltronas-leito no piso inferior e sala de jogos e reuniões, tendo diversas alternativas de material de revestimento, equipamentos eletrônicos de lazer para o serviço de bordo, além de tampas nos porta-pacotes como nos aviões. Os modelos antigos Jum Buss 360 com três eixos, vidros colados e levemente mudados, incluindo na traseira, três brake-light's circulares e faixa refletora destacando a marca Busscar, ganharam denominação de Vissta Buss. O modelo apresentava vários detalhes de conforto, como piso em carpete, bares, três monitores de TV, rádio, vídeo e toca-CD. Dois anos depois, mais dois Vissta Buss seriam lançados a nova linha de fábrica.
O modelo urbano ganhou um novo substituto, o Urbanuss, feito em aço galvanizado, cheio de curvas e linhas onduladas, lembrando dos ônibus suecos, pouco desproporcional na traseira e no painel do motorista, muito altos, pesados e de acabamento grosseiro. As lanternas traseiras eram até bastante originais, todas redondas inclusive a luz de ré, localizada à esquerda da placa de licença. Haviam detalhes bem aplicados no interior, como balaústres coloridos em borracha, um ar diferenciado com a cor cinza e o piso de borracha anti-derrapante.
O modelo Micruss chegou bem atrasado por sinal, mesmo sendo apresentado na Expobus de 1998 através de um protótipo sobre um chassi e cabine Mercedes Benz Sprinter 310, projetado no ano anterior com o nome Nicho, mas só em julho de 1999 foram lançados seus primeiros micros urbanos. O protóripo Nicho foi modificado levemente e renomeado Micro Buss, surge juntamente o modelo Micruss, com motor interno e linhas muito modernas, limpas e elegantes se comparar ao modelo Urbanuss, dianteira inspirada no luxuoso Panorâmico DD. Só o Micruss recebia oito versões: executivo, turismo, urbano, escolar, lotação e três variantes para exportação para a Argentina e para o Chile. Tinham opcionais de ar condicionado e vidros colados. Dois marcos importantes para a marca no ano de 1999, o investimento pesado em meio a crise no mercado interno, o que inclui a expansão e direção à exportação para o mercado externo. Já os lançamentos, houve o surgimento do Micruss e não muito tempo depois, surge duas versões modernas do Urbanuss, uma de piso baixo sob chassi Scania e um articulado, com uma atualização bastante notável, ainda seguindo o estilo do Panorâmico DD e do Micruss. Os dois continuavam em linha conjunta, podendo ser o top entre os urbanos, o modelo Urbanuss Pluss.
Querendo conquistar novos mercados, ainda em 1999, a concorrência com a Mercedes Benz no Brasil foi vencida, fornecendo 1400 ônibus para Cuba, com 5 anos, 200 rodoviários e o restante urbanos. Montadas a partir do ano 2000 na unidade estatal de Guanajay, sobre o empreendimento que vinha a se chamar TranBuss, a Busscar detia 30% do capital. Também conquistou o fornecimento de 200 unidades Vissta Buss, com geladeira, ar condicionado, tela para projeção de filmes, mantas e travesseiros para a Viação Itapemirim, que, nisso, suspende a produção de seus próprios ônibus. Se mantendo em 1999, de olho no mercado norte-americano, a Busscar se tornou dona da Oisa-Mexicana, sua marca e um dos parques fabris, a segunda planta foi adquirida pela Marcopolo, querendo produzir urbanos e rodoviários locais, mas a sociedade entre a Busscar e a Masa se mantinha de pé.
A Aceleração da Expansão no Exterior e o Início da Queda
Eram raros os lançamentos no ano 2000: entre eles, o turismo Cama-Buss com 18 leitos. As vendas na América Latina eram contínuas e promissoras, com 200 articulados fornecidos a Cidade do México e 160 para o sistema Transmilênio de Bogotá. A ambição da Busscar pelo mercado externo permanecia, acordando uma transferência de tecnologia com a norueguesa Vest Karosseri, de Bergen em dezembro ainda de 2000, passando a ganhar 5% de participação na Holding da Vest e o direito de compor seu conselho de administração. O plano era de aumentar a produção em cerca de duas vezes e meia em cinco anos, onde seriam fabricados por ano 600 ônibus rodoviários e micros. Naquele momento, a Busscar ocupava a posição de quinta encarroçadora no mundo e a segunda maior no país, com 32% do mercado nacional contra 40% da líder Marcopolo, que tinha operações no exterior respondidas em quase metade de seu faturamento.
Em maio de 2001, a Busscar renovou o estilo de seus ônibus rodoviários e turimo. Os modelos eram quase totalmente modificados externa e internamente, com interior bem iluminado e acabamento colorido. O Vissta Buss ganhou um para-brisas enorme, vidros colados, novos banheiros, poltronas-leitos ainda maiores, cinto de segurança em três pontos como nos automóveis de luxo da Mercedes Benz e pisca-pisca instalado nos retrovisores.
A escalada externa parecia fora de controle, mesmo depois controlando a venda de 1600 ônibus em SKD para a Volvo do México, a Busscar adquiriu controle da carroceria Larense na Venezuela, então surgiu a Joint-Venture na Colômbia com a carroceria Occidente, num acordo de cooperação com a MCI, líder norte-americana na fabricação de ônibus, com o objetivo de co-produzir e compartilhar tecnologia, marcas, marketing, comercialização e peças de reposição e, através da negociação com a Vest, a compra de uma fábrica de carrocerias da Scania, na Dinamarca.
A ambição era tamanha na gestão bem temerária que mostra sua conta. Os enormes investimentos feitos pela Busscar em pouco mais de dois anos na compra e modernização de muitas unidades fabris no México, Cuba, Venezuela, Colômbia e Noruega, muito além de seu capital social, levaram a grave problema de liquidez. O preço mais baixo que o normal após a morte de Harold Nielson contribuiram com a gravidade. Finalmente a crise de 2002 chegou e era enorme. A produção caiu mais de 60%, fornecedores não receberam por mercadorias já fornecidas e houveram cortes e demissões. A gestão familiar e o capital fechado, heranças da administração forte e centralizadora de Harold, não foram assuntos seriamente discutidos após o desaparecimento do antigo líder. A crise permaneceu até 2004, até que a empresa formalizasse um empréstimo junto ao BNDES, tendo que iniciar uma reestruturação financeira, com dívida perto de meio bilhão de reais.
Enquanto procurava aumentar o capital, com dívida de disputas familiares, além da busca de solução para as dívidas com empréstimos para suprir as dificuldades de curto prazo, a Busscar permaneceu ativa. Ainda em 2002, preparou um moderníssimo Trólebus de piso baixo para a antiga Metra, atual NEXT Mobilidade, que opera nos corredores da ARTESP, antiga EMTU, que ligam as zonas sul e leste de São Paulo - SP à cidades do ABC Paulista, com carrocerias Urbanuss Pluss, três portas e 110 lugares com plataformas feitas pela HVR, batizado de Urbanuss Plus LF. Para a operadora City-Tours, criou o modelo Urbanuss Pluss Tour, primeiro ônibus de dois andares sem o teto no país, com chassi Scania K-124 ou plataforma Low Floor HVR.
Por fim, a Busscar decide pegar uma fatia de bolo do mercado de furgões, lançando o seu veículo VUC Buss, com capacidade de 5.2 toneladas e 12.2 m³. Montado no chassi Iveco Daily e tendo parte do modelo Micruss, o modelo tinha porta roladiça na traseira, com acesso livre entre o salão de carga e a cabine e porta dobradiça para o ajudante.
O fim e o Renascimento da Busscar
O ano 2003 foi o pior da história da Busscar, com produção de 951 ônibus contra 5538 de dois anos antes e 3 meses de paralização na fabricação. Em 2004, surgem dois modelos: Interbuss e Miduss, rodoviários de médio porte, 32 lugares entre o micro e o ônibus mais pesado, com design moderno de ifluência de outros modelos da marca. O Miduss era um monobloco de projeto próprio, com motor traseiro eletrônico Cummins Interact, de seis cilindros e 250 cavalos, suspensão pneumática e ar condicionado. O Interbuss, por sua vez era um intermunicipal rodoviário até para uso de fretado, com acabamento e design mais humilde e simples.
Parecia que a Busscar estava buscando mesmo uma solução, a medida saneadora na administração começou a surtir efeito lentamente: em 2004, a produção nacional ultrapassou todos os recordes anteriores, influência das exportações, vindas de grandes projetos de transportes urbanos e implantação na América Latina. O ano terminaria com grande número para o Chile, 221 unidades ligadas a concorrência internacional vendida pela Volvo, envolvendo fornecimento de 1157 ônibus articulados para o sistema de Santiago, que já tinha ônibus da Caio, Busscar e Marcopolo. Eram veículos de piso baixo total, com quatro portas largas, 18.8 metros de comprimento e capacidade de comportar 164 pessoas. Um projeto inédito fora realizado pela Busscar, para adequar-se ao mais novo chassi com motor lateral, Volvo B9SALF.
2006 foi resumido em dois lançamentos: o Urbanuss Ecoss, sendo um urbano somente para motor dianteiro com redução de custos e a reestilização do modelo Micruss. Em 2007, surge o modelo Vissta Buss Elegance, modelo que antes era apenas para o mercado mexicano. O ano encerrou com 4381 fabricadas, com a Busscar aparentemente reestilizada, como a terceira maior encarroçadora do país. A empresa chegou ao fim da década novamente com uma variação de produtos: nove rodoviários sobre diversos chassis de várias marcas, três urbanos a diesel, híbrido, elétrico, articulado e de dois andares; o médio Miduss e três micros. Cada um deles podia ser motado em diversos chassis em vários comprimentos e várias opções de layout, com equipamentos de conforto e lazer.
Linha do Tempo depois de 2008
Em agosto de 2008, foram vendidos 140 ônibus da carroceria Urbanuss Pluss LF com chassi Tutto Transporti WEG e ZF totalmente em piso baixo.
Ainda em agosto de 2008, surge um protótipo urbano alimentado com GNV, motor FPT de 272 cavalos, cilindros de gás franceses em fibra de carbono e transmissão automática.
Em novembro de 2008 ainda, surge um novo Urbanuss Ecoss, com novo design e portas podendo ser alinhadas as laterais.
Em março de 2009, surge o novo Panorâmico DD, totalmente redesenhado ao estilo do Vissta Buss Elegance, com vidros e para-brisas colados, rico em luzes de alerta e direção em led, retrovisores externos com luzes, tudo ao padrão "céu estrelado".
Em julho de 2009, o Panorâmico DD foi premiado com medalha de bronze e também a categoria de toaletes com medalha de prata.
Em agosto de 2009, uma nova crise se aproxima, causando o desligamento da Busscar com a Fabus.
Em janeiro de 2010, plano de desligamento de funcionários se aproxima dos mil.
Em outobro de 2011, Caio tenta comprar as instalações da Busscar, sendo elas negadas pela justiça e postas para leilão.
Em junho de 2012, a Busscar propõe pagamento de dívidas trabalhistas que chegam em torno de R$ 115 milhões com ações, ou controle das ações por funcionários em 12% do capital.
Em setembro de 2012, a produção ficou paralisada e os portões lacrados.
Em dezembro de 2012, é decretada a falência da Busscar.
Em novembro de 2013, a justiça anula o decreto de falência da Busscar.
Em setembro de 2014, a falência definitiva foi decidida por recusa dos credores sobre os planos de recuperação apresentados pela Busscar, sendo autorizada apenas a continuidade provisória das atividades da subsidiária Tecnofibras, não envolvendo as filiais colombiana e mexicana, permanecendo em operação regular.
Em março de 2017, depois de três tentativas de leilão sem sucesso, a justiça autoriza a venda da Busscar para a empresa Carbuss, Industria Catarinense de Carrocerias LTDA., empresa criada para este tipo de situação, o fim do grupo de investidores, que envolvia os sócios controladores da Caio.
Em maio de 2018, a produção foi retomada e investimentos foram iniciados na modernização industrial e na aquisição de software alemão para calcular as estruturas.
Em julho de 2018, saem fresquinhos do forno, três modelos lançados pela nova fase, sendo eles o Vissta Buss 340, Vissta Buss 360 e Vissta Buss DD, resultantes da revisão técnica e estética de modelos anteriores, com novos farois e design que lembrava bastante o modelo de carro de passeio Nissan Kicks Geração 2.
Em setembro de 2018, surgem os modelos Vissta Buss 400 e a primeira versão do El Buss 320 para motor dianteiro.
Em dezembro de 2019, a Busscar encerra o ano com 402 ônibus fabricados, 40% fornecidas para o mercado externo.
Em setembro de 2020, surge o modelo El Buss 340, especial para curtas e médias distâncias, contendo bagageiros passantes, seguindo o novo padrão visual.
Em maio de 2021, surge o modelo El Buss FT, uma versão simplificada com menor custo para chassis de motor dianteiro Agrale, Mercedes Benz ou Volkswagen, especial para serviços de fretamento.
Em agosto de 2021, o Grupo JCA (1001, Catarinense, Cometa, Expresso Sul e Rápido Ribeirão) renova a frota com 253 ônibus da Busscar com vários modelos e chassis.
Em outubro de 2021, Carrocerias da Busscar passam também a serem produzidas na planta da Caio de Barra Bonita - SP, o que confirma o lugar dos modelos Caio Solar.
No mesmo ano, a carroceria de número 100 é feita na planta da Caio na cidade de de Barra Bonita - SP, sendo em média de 8 unidades por semana.
Em dezembro de 2022, a Busscar fecha o ano como a segunda fabricante de carrocerias do país, com 867 unidades, sendo 14,64% do mercado, 'vs' 48,42% da outrora líder Marcopolo, a Busscar situou-se em sétimo lugar no total produzido, com 4,28% de participação, último posto entre os grandes produtores.
Em maio de 2023, a Busscar lança sua mais nova família, a NB1, com dois grandes modelos, o Vissta Buss 345 e Vissta Buss 365, para chassis com motor traseiro sendo de até três eixos, iniciando uma nova era de rodoviários da marca, com novo design exterior, farois em led, reposição do posto de motorista e novo interior, com novos revestimentos nas poltronas, comandos individuais, sistema de iluminação de bagageiros.
Em agosto de 2023, a Busscar chega aos 500 ônibus El Buss e Vissta Buss exportados para o Chile.
Em setembro de 2023, a Busscar faz sua primeira exportação para a Bolívia, sendo quatro Vissta Buss em chassi Volvo 8x2.
Em dezembro de 2023, ausente do mercado urbano ocupado pela Caio, a Busscar se manteve em sétimo lugar em produção, em 2023, com apenas 589 unidades, 32% a menos com relação ao ano anterior, com queda na participação do mercado de 4,28 para 3,04%, a despeito de se manter em terceiro lugar no segmento de ônibus rodoviários, seu índice de participação foi reduzido em mais de 42%, caindo de 27,22 para 15,77.
Em março de 2024, a nova Família NB1 conquista o prêmio internacional IF Design Award 2024, tendo como destaque, componentes modulares da carroceria, sendo um ônibus mais espaçoso, com layout e acabamento interno do salão e a redução de arrasto aerodinâmico traseiro da ordem de 4,4%.
Em maio de 2024, a Iveco apresenta sua nova versão de Ônibus Rural Escolar Médio ORE-2 para o programa federal Caminho da Escola, contendo chassis 10-190 e 15-210, com capacidade de comportar de 44 a 59 alunos, o modelo curiosamente é um Caio F2400 com a marca da Busscar.
Em agosto de 2024, a Busscar exibe na Latbus junto ao stand da Caio, o modelo rodoviário Panorâmico DD da família NB1, com itens inéditos no mercado, como intinerário entre a divisória do para-brisas, faróis auxiliares superiores, central elétrica com acesso externo e maior espaço e altura nos salões, com novas poltronas-leito, maior conforto para a cabine do motorista, com maior visibilidade e espaço.
Em setembro de 2024, a Busscar anuncia planos de ampliar o quadro de funcionários em Joinville - SC, sua terra natal.
Em dezembro de 2024, a Busscar fecha o ano com 889 carrocerias fabricadas, crescendo 51%, incluindo 123 micros, com segmento retomado pela marca, sendo o restante dos 766 rodoviários.
Em dezembro de 2025, com 1147 ônibus produzidos, a Busscar observa o leve aumento de participação no mercado (de 3,65 para 4,58%), ficando em sétimo lugar, o terceiro em rodoviário e o sétimo em micros, com 847 rodoviários e 300 micros, aumentando respectivamente 10,6 e 143,9% em cima de 2024.
Em junho de 2026, a Família NB1 ganha um novo modelo, o Panorâmico 410, tendo bagageiro de 26,5m³, salão com assoalho plano, ar condicionado mais próximo da traseira, reduzindo a altura do veículo, faróis auxiliares superiores com 400m e retrovisores digitais, redesenho da cabine do motorista, poltrona-leito para o acompanhante, desembaçador e recursos com controle remoto.
Fonte: Lexicar Brasil






