domingo, 1 de novembro de 2026

Busscar

Busscar, a grande fábrica de carrocerias de ônibus nomeada Nielson, de Joinville - SC, passou em 1989, a utilizar o nome Busscar como marca de fantasia de seus protudos; também ganhou novo logotipo, porém manteve a razão social, que só seria alterada em 1998. Esta mudança coincidiu com o lançamento (na Brasil Transpo '89) de suas novas famílias de ônibus rodoviários, de turismo e fretamento Jum Buss e El Buss. A tentativa de fixação de nova imagem para seus ônibus tinha alguma razão, já que, estilisticamente, a família recém lançada rompia com uma tradição de design que vinha de 1961, ano da primeira apresentação do Diplomata, claramente calçado na escola norte-americana. As linhas e a compensação do Jum Buss, ao contrário, tinham clara inspiração européia e seguiam as tendências bastante praticadas pela Marcopolo, sua maior concorrente.


O NOME DA BUSSCAR NOS ÔNIBUS

Em 1991, a Busscar lançou com tal nome de marca, o Jum Buss 380, agregado  à versões 340 e 360. No mesmo ano, a empresa lançou El Buss 320, 340 e 360. A "revolução" estética nele aconteceu, os novos ônibus passaram por grandes mudanças na estrutura, nos acabamentos e processos construtivos: base do piso e estrutura com tubos galvanizados; novo tratamento anti-corrosivo nos pontos de solda e partes inferiores; ampla utilização de fibra de vidro, inclusive nas laterais do teto, integrando calhas e arremates das janelas; novo sistema de calefação e circulação de ar; banheiro redesenhado; opção de porta para motorista; poltronas com maior inclinação.

El Buss 320 1991, a nova linha de fretados da marca, este em chassi OF

El Buss 340 para motor dianteiro e motor traseiro, semi rodoviário bastante robusto

El Buss 360, cada vez mais capaz, apropriao para viagens mais longas

Jum Buss 380, piso extremamente alto com mais compartimentos

No caso de Urbanus, lançado em 1987 com nome de marca Nielson, recebeu em 1990 alguns retoques externos, com dianteira e traseira levemente alteradas, luzes de freios e de ré maiores e lanternas reposicionadas. Naquela altura, a empresa produzia  cerca de 2400 ônibus por ano, 45% delas na versão urbana, indicação do extremo sucesso que teve com seu retorno ao segmento, ocorrido apenas dois anos antes. O Urbanus era montado sob qualquer marca e tipo de chassi, sendo com estrutura em alumínio. Dentre eles, se destacavam esteticamente, pelo porte e proporções equilibradas, os modelos padron de três portas e os articulados. Por trás do forte crescimento da produção, no início da década de 90, estavam a modernização dos métodos de produção e processos industriais, adotando técnicas tais como CAD, CAM e just-in-time, e a dinamização das exportações.

Urbanus 1992 sobre chassi OF da extinta Transvale de Arujá - SP

Na Expobus '92, as séries Jum Buss e El Buss apresentaram pequenas alterações estéticas, a mais visível das quais na grade dianteira, agora contendo apenas uma barra horizontal, ao invés de duas do modelo anterior.

Em outubro de 1993, ano que foi completado o rodoviário número 20.000, os modelos Jum Buss passaram por mudanças um pouco mais externas: era a série T, como o 340T, 360T e o 380T, pela primeira vez no país trazendo vidros laterais colados. A dianteira mudou levemente, perdendo o ressalto acima da grade que, por sua vez, ganhou uma barra de alumínio sobre fundo preto, a qual se sobrepunha o logotipo da Busscar em tamanho maior. Dois faróis foram acrescidos ao para-choque dianteiro, agora dois de neblina e dois de milha, e a traseira recebeu brake-light e uma faixa refletiva ligando as lanternas. Os para-brisas do modelo 340 foram ampliados, eliminando-se a divizão horizontal superior. O interior recebeu alteração especial: novas cores e padrões de revestimento; novas alavancas de inclinação das poltronas; porta-copos e mesinhas de refeição escamoteáveis; barra de acabamento lateral em martelos, como nos vagões de metrô, para a quebra das janelas em casos de emergência.

Jum Buss 380T, série associada a todos os El Buss e Jum Buss, os primeiros com vidros colados e ar condicionado


ÔNIBUS MONOBLOCO, PLATAFORMA PRÓPRIA

Em 1993, três notícias importantes surgem no mesmo ano. A primeira, o teste de um novo articulado urbano, acoplado no chassi Volvo B58, como proposta para a licitação do sistema integrado de transportes de Curitiba - PR. A segunda notícia, no segundo semestre, assim como a Caio e a Marcopolo, a Busscar decide então acordar com a MASA - Mexicana de Autobuses, para seguir estratégia de exportação para o mercado externo, detendo 10% do capital adquirido, equivalente a 500 veículos completos, prevendo transferência de tecnologia para a fabricação local.

Com isso, a Busscar decide utilizar plataformas próprias para os veículos destinados para fora, desenvolvidas e produzidas no Brasil por sua subsidiária HVR, todos equipados com motor traseiro Detroit ou Cummins, eixos e transmissão importados, sendo no modelo Jum Buss 340. O produto seria exclusivo para o mercado externo, com as palavras de seus dirigentes: "não podemos, de uma hora para outra, concorrer com as montadoras brasileiras".

Em 1994, na Expobus, surge o modelo Urbanus 2, uma nova versão do Urbanus, tendo mudanças mais visíveis na grade sob o conceito do rodoviário, mudanças nas lanternas dianteiras e traseiras, laterais e platarormas modificadas, aerodinâmica em todos os lados, incluindo o para-brisas traseiro sendo mais amplo.
Além da reestilização, uma nova versão do mesmo delo surge com o nome Urbanus SS, sendo especial para articulados e uma opção "Special Style" para as empresas de transporte.

Urbanus em sua segunda geração, mudanças bastante notáveis

Urbanus SS em uma versão muito curta, exclusiva para FAOL de Nova Friburgo, Rio de Janeiro

Urbanus SS autenticamente pronto para ser um articulado

Em 1995, surge o modelo Jum Buss 400 Panoramic'o, conhecida como Low Driver, tendo "piso e meio", podendo ter 3 ou 4 eixos, onde a cabine e a tripulação ficariam abaixo do salão de passageiros e o banheiro no centro. Pela grande altura, o ar condicionado precisou ser rebaixado, aplicando ajustes na traseira. A porta para o salão, ganhou um degrau escamoteável, reduzindo a altura do acesso, ganhando novas poltronas, tendo as laterais mais lisas com as chapas de alumínios contínuas e eliminação da borracha protetora. A cabine do motorista ganhou ar condicionado individual para si, dois monitores sendo um para a traseira do ônibus e outro para o salão de passageiros, poltrona reclinável e cama em "L", devido a falta de consenso entre o motorista pela posição menor para dormir com o ônibus em movimento.

Jum Buss 400P, o Panoramic'o da Busscar, o maior High Deck da época

A MORTE DO MENTOR NO AUGE DO CRESCIMENTO

A Busscar foi marcada para sempre com a tragédia de 1998. No início do ciclo de crescimento para si, a empresa assume a razão social, sendo então Busscar Sociedade Anônima, criando o modelo rodoviário Maxi Micro, além de um novo modelo Double Decker, renovação completa em sua linha urbana e a inclusão do novo microônibus urbano. Em 30 de outubro, faltando poucos dias para a apresentação oficial na Expobus, em meio a tantos novos produtos, Harold Nielson sofre um acidente que lhe custou a vida.
Foi bem no seu auge que a Busscar sente que perdeu a "alma".

Mesmo sem a licença de Harold Nielson, a Busscar seguiu seu rumo. O modelo de dois andares Panorâmico DD foi lançado, com linhas totalmente inéditas e muito modernas, antecipando estilo que seria aplicado mais tarde em toda linha Jum Buss. Era rico em opções de acabamento e layout, acolhimento de poltronas-leito no piso inferior e sala de jogos e reuniões, tendo diversas alternativas de material de revestimento, equipamentos eletrônicos de lazer para o serviço de bordo, além de tampas nos porta-pacotes como nos aviões. Os modelos antigos Jum Buss 360 com três eixos, vidros colados e levemente mudados, incluindo na traseira, três brake-light's circulares e faixa refletora destacando a marca Busscar, ganharam denominação de Vissta Buss. O modelo apresentava vários detalhes de conforto, como piso em carpete, bares, três monitores de TV, rádio, vídeo e toca-CD. Dois anos depois, mais dois Vissta Buss seriam lançados a nova linha de fábrica.

O modelo urbano ganhou um novo substituto, o Urbanuss, feito em aço galvanizado, cheio de curvas e linhas onduladas, lembrando dos ônibus suecos, pouco desproporcional na traseira e no painel do motorista, muito altos, pesados e de acabamento grosseiro. As lanternas traseiras eram até bastante originais, todas redondas inclusive a luz de ré, localizada à esquerda da placa de licença. Haviam detalhes bem aplicados no interior, como balaústres coloridos em borracha, um ar diferenciado com a cor cinza e o piso de borracha anti-derrapante.

Urbanuss, memorável embora desproporcional, substituiria o Urbanus 2

O modelo Micruss chegou bem atrasado por sinal, mesmo sendo apresentado na Expobus de 1998 através de um protótipo sobre um chassi e cabine Mercedes Benz Sprinter 310, projetado no ano anterior com o nome Nicho, mas só em julho de 1999 foram lançados seus primeiros micros urbanos. O protóripo Nicho foi modificado levemente e renomeado Micro Buss, surge juntamente o modelo Micruss, com motor interno e linhas muito modernas, limpas e elegantes se comparar ao modelo Urbanuss, dianteira inspirada no luxuoso Panorâmico DD. Só o Micruss recebia oito versões: executivo, turismo, urbano, escolar, lotação e três variantes para exportação para a Argentina e para o Chile. Tinham opcionais de ar condicionado e vidros colados. Dois marcos importantes para a marca no ano de 1999, o investimento pesado em meio a crise no mercado interno, o que inclui a expansão e direção à exportação para o mercado externo. Já os lançamentos, houve o surgimento do Micruss e não muito tempo depois, surge duas versões modernas do Urbanuss, uma de piso baixo sob chassi Scania e um articulado, com uma atualização bastante notável, ainda seguindo o estilo do Panorâmico DD e do Micruss. Os dois continuavam em linha conjunta, podendo ser o top entre os urbanos, o modelo Urbanuss Pluss.

Micruss em sua versão executiva

Urbanuss Pluss, novo estilo do urbano, na empresa Viação São Paulo, hoje esta unidade pertence a Sambaíba, do mesmo grupo

Querendo conquistar novos mercados, ainda em 1999, a concorrência com a Mercedes Benz no Brasil foi vencida, fornecendo 1400 ônibus para Cuba, com 5 anos, 200 rodoviários e o restante urbanos. Montadas a partir do ano 2000 na unidade estatal de Guanajay, sobre o empreendimento que vinha a se chamar TranBuss, a Busscar detia 30% do capital. Também conquistou o fornecimento de 200 unidades Vissta Buss, com geladeira, ar condicionado, tela para projeção de filmes, mantas e travesseiros para a Viação Itapemirim, que, nisso, suspende a produção de seus próprios ônibus. Se mantendo em 1999, de olho no mercado norte-americano, a Busscar se tornou dona da Oisa-Mexicana, sua marca e um dos parques fabris, a segunda planta foi adquirida pela Marcopolo, querendo produzir urbanos e rodoviários locais, mas a sociedade entre a Busscar e a Masa se mantinha de pé.


A ACELERADA EXPANSÃO NO EXTERIOR E O INÍCIO DA QUEDA

Eram raros os lançamentos no ano 2000: entre eles, o turismo Cama-Buss com 18 leitos. As vendas na América Latina eram contínuas e promissoras, com 200 articulados fornecidos a Cidade do México e 160 para o sistema Transmilênio de Bogotá. A ambição da Busscar pelo mercado externo permanecia, acordando uma transferência de tecnologia com a norueguesa Vest Karosseri, de Bergen em dezembro ainda de 2000, passando a ganhar 5% de participação na Holding da Vest e o direito de compor seu conselho de administração. O plano era de aumentar a produção em cerca de duas vezes e meia em cinco anos, onde seriam fabricados por ano 600 ônibus rodoviários e micros. Naquele momento, a Busscar ocupava a posição de quinta encarroçadora no mundo e a segunda maior no país, com 32% do mercado nacional contra 40% da líder Marcopolo, que tinha operações no exterior respondidas em quase metade de seu faturamento.

Em maio de 2001, a Busscar renovou o estilo de seus ônibus rodoviários e turimo. Os modelos eram quase totalmente modificados externa e internamente, com interior bem iluminado e acabamento colorido. O Vissta Buss ganhou um para-brisas enorme, vidros colados, novos banheiros, poltronas-leitos ainda maiores, cinto de segurança em três pontos como nos automóveis de luxo da Mercedes Benz e pisca-pisca instalado nos retrovisores.

A escalada externa parecia fora de controle, mesmo depois controlando a venda de 1600 ônibus em SKD para a Volvo do México, a Busscar adquiriu controle da carroceria Larense na Venezuela, então surgiu a Joint-Venture na Colômbia com a carroceria Occidente, num acordo de cooperação com a MCI, líder norte-americana na fabricação de ônibus, com o objetivo de co-produzir e compartilhar tecnologia, marcas, marketing, comercialização e peças de reposição e, através da negociação com a Vest, a compra de uma fábrica de carrocerias da Scania, na Dinamarca.

A ambição era tamanha na gestão bem temerária que mostra sua conta. Os enormes investimentos feitos pela Busscar em pouco mais de dois anos na compra e modernização de muitas unidades fabris no México, Cuba, Venezuela, Colômbia e Noruega, muito além de seu capital social, levaram a grave problema de liquidez. O preço mais baixo que o normal após a morte de Harold Nielson contribuiram com a gravidade. Finalmente a crise de 2002 chegou e era enorme. A produção caiu mais de 60%, fornecedores não receberam por mercadorias já fornecidas e houveram cortes e demissões. A gestão familiar e o capital fechado, heranças da administração forte e centralizadora de Harold, não foram assuntos seriamente discutidos após o desaparecimento do antigo líder. A crise permaneceu até 2004, até  que a empresa formalizasse um empréstimo junto ao BNDES, tendo que iniciar uma reestruturação financeira, com dívida perto de meio bilhão de reais.

Enquanto procurava aumentar o capital, com dívida de disputas familiares, além da busca de solução para as dívidas com empréstimos para suprir as dificuldades de curto prazo, a Busscar permaneceu ativa. Ainda em 2002, preparou um moderníssimo Trólebus de piso baixo para a antiga Metra, atual NEXT Mobilidade, que opera nos corredores da ARTESP, antiga EMTU, que ligam as zonas sul e leste de São Paulo - SP à cidades do ABC Paulista, com carrocerias Urbanuss Pluss, três portas e 110 lugares com plataformas feitas pela HVR, batizado de Urbanuss Plus LF. Para a operadora City-Tours, criou o modelo Urbanuss Pluss Tour, primeiro ônibus de dois andares sem o teto no país, com chassi Scania K-124 ou plataforma Low Floor HVR.

Um exemplar de Urbanuss Pluss LF para o transporte de trólebus em São Paulo, capital

Por fim, a Busscar decide pegar uma fatia de bolo do mercado de furgões, lançando o seu veículo VUC Buss, com capacidade de 5.2 toneladas e 12.2 m³. Montado no chassi Iveco Daily e tendo parte do modelo Micruss, o modelo tinha porta roladiça na traseira, com acesso livre entre o salão de carga e a cabine e porta dobradiça para o ajudante.


O FIM DA BUSSCAR

O ano 2003 foi o pior da história da Busscar, com produção de 951 ônibus contra 5538 de dois anos antes e 3 meses de paralização na fabricação. Em 2004, surgem dois modelos: Interbuss e Miduss, rodoviários de médio porte, 32 lugares entre o micro e o ônibus mais pesado, com design moderno de ifluência de outros modelos da marca. O Miduss era um monobloco de projeto próprio, com motor traseiro eletrônico Cummins Interact, de seis cilindros e 250 cavalos, suspensão pneumática e ar condicionado. O Interbuss, por sua vez era um intermunicipal rodoviário até para uso de fretado, com acabamento e design mais humilde e simples.

Parecia que a Busscar estava buscando mesmo uma solução, a medida saneadora na administração começou a surtir efeito lentamente: em 2004, a produção nacional ultrapassou todos os recordes anteriores, influência das exportações, vindas de grandes projetos de transportes urbanos e implantação na América Latina. O ano terminaria com grande número para o Chile, 221 unidades ligadas a concorrência internacional vendida pela Volvo, envolvendo fornecimento de 1157 ônibus articulados para o sistema de Santiago, que já tinha ônibus da Caio, Busscar e Marcopolo. Eram veículos de piso baixo total, com quatro portas largas, 18.8 metros de comprimento e capacidade de comportar 164 pessoas. Um projeto inédito fora realizado pela Busscar, para adequar-se ao mais novo chassi com motor lateral, Volvo B9SALF.

2006 foi resumido em dois lançamentos: o Urbanuss Ecoss, sendo um urbano somente para motor dianteiro com redução de custos e a reestilização do modelo Micruss. Em 2007, surge o modelo Vissta Buss Elegance, modelo que antes era apenas para o mercado mexicano. O ano encerrou com 4381 fabricadas, com a Busscar aparentemente reestilizada, como a terceira maior encarroçadora do país. A empresa chegou ao fim da década novamente com uma variação de produtos: nove rodoviários sobre diversos chassis de várias marcas, três urbanos a diesel, híbrido, elétrico, articulado e de dois andares; o médio Miduss e três micros. Cada um deles podia ser motado em diversos chassis em vários comprimentos e várias opções de layout, com equipamentos de conforto e lazer.

A crise financeira ressurgiria em 2009 com muita força, paralizando novamente as atividades, retomada com uma quantidade reduzida de colaboradores. Em 2011, ainda em regime parcial de um ano e meio de salários atrasados, a Busscar decretou falência, com determinação de leilão de seus ativos. A decisão foi suspensa pela justiça, o que fez com que a Busscar continuasse a produção em estado de recuperação fiscal. Em setembro de 2012, a fábrica foi lacrada e a produção encerrada, o processo passou a correr na justiça.


sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Colon Bus

Colon Bus, empresa criada em 1958 pelo Grupo Claudiano em Teresina - PI, da origem de secos e molhados por dois irmãos no interior do Maranhão. O grupo inclui a Colon também de Teresina, onde fabricava implementos rodoviários.

Montado em 1992 sobre chassis Mercedes Benz OF-1315/51 e OF-1318/60, com derivados semelhantes aos modelos Caio Padron Vitória e Thamco Scorpion.

Colon Bus curto sobre chassi OF da Mercedes Benz

Colon Bus Básico sobre a mesma série de chassi da Mercedes Benz

Acabou tendo apenas um modelo produzido, onde os planos de motor traseiro e rodoviário, acabaram não vingando.

A produção teve atraso de três meses, embora tenham levado 36 dias para montar os ônibus, segundo a própria empresa. O protótipo improvisado teve baixa qualidade de acabamentos e em 1993, a produção foi descontinuada.

Fonte: Lexicar Brasil

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Increal

Criada em 1971 como fabricante de furgões e frigoríficos em Chapecó - SC, a Increal tentou ingressar no mercado de ônibus urbanos para compensar suas vendas e retirar a marca da concordata solicitada por planos econômicos do governo Collor. Desde 1987, a empresa tentava diversificar sua produção, planejando criar ônibus rodoviários. A crise de 1991, foi o estopim para o surgimento do modelo Pertutti, seu único produto no ramo, fabricado desde 1992.




Increal Pertutti 1992 sobre chassi Mercedes Benz OF-1318


O mesmo modelo, chassi e configuração, portas de folha dupla


Feito para chassis convencionais básicos ou curtos, tendo como chassis Mercedes Benz OF-1318, suas curvas eram retas e quase planas, dianteira e traseira verticais, teto feito em fibra de vidro, quatro farois retangulares, para-brisas retangular, um estilo bastante similar ao modelo Svelto da marca Comil e ao Urbanus 94 da catarinense Busscar. Com certo cuidado de detalhes, como arremate nas chapas laterais com mata-juntas e acabamento no arco de rodas emborrachado, o Pertutti despertou algum interesse nas empresas de transporte, especialmente pelo preço, cerca de 15% menor que a concorrência. Chegou a ter 15 ônibus fabricados por mês. Mas foi com o levantamento da concordata que a Increal decidiu manter o foco nos equipamentos frigoríficos. Em 1994, o Pertutti parou de ser fabricado.


Fonte: Lexicar Brasil

domingo, 19 de julho de 2026

BB Transportes e Turismo > Benfica BBTT > Benfica Transportadora Turística

Tipo: Empresa Estrutural Urbana, Fretamento e Rodoviária
Municípios: Araçariguama, Barueri, Carapicuiba, Cotia, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus, Santana de Parnaíba e São Paulo
Regiões: Anhanguera, Barueri, Osasco
Modelos: Convencional Urbano e Executivo Básico e Micro


Olá, galera de todas as cidades do Extremo Oeste da Região Metropolitana de São Paulo, Capital e todo o Brasil!
Finalmente, venho exibir para vocês com um enorme prazer e muito carinho, ônibus de uma empresa pioneira no transporte urbano que também marcou muito a minha vida antigamente e recentemente, a Benfica BBTT, hoje BB Transportes e Turismo!
Desde os mais antigos que fui conhecendo nos anos 90 até atualmente, além de modelos saudosos que são até julgados como pré-históricos, mas tive o prazer de desenhar para todos vocês.
São verdadeiras relíquias, os ônibus que forem tratados como prontos vou postando, já a preparação de frota está em andamento para ir atualizando a postagem.
Dito isso, comentem o que acham de cada modelo, chassi e marca saudosa e atual! ;)


Benfica 01 - Marcopolo Veneza 1976 - MB LPO-1113

Benfica BBTT 004 - Marcopolo San Remo 1978 - MB LPO-1113
(Parte da frente é de um O371U por não obter peças do modelo, algo bastante comum)

BB Transportes e Turismo 005 - Caio Gabriela 1976 - MB LPO-1113

Benfica BBTT 006 - Caio Gabriela 1976 - MB LPO-1113

Benfica BBTT 010 - Caio Padron Amélia 1985 - MB OF-1313

Benfica BBTT 014 - Caio Alpha 1998 - MB OF-1721

Benfica BBTT 022 - Marcopolo Viale 2001 - MB OF-1721

Benfica BBTT 026 - Marcopolo Viale 2007 - MB OF-1722M

BB Transportes e Turismo 028 - Comil Svelto 2008 - MB OF-1722M

BB Transportes e Turismo 091 - Marcopolo San Remo 1978 - MB LPO-1113

Benfica BBTT 120 - Comil Svelto 2008 - VW 17-230 EOD

BB Transportes e Turismo 189 - Caio Padron Amélia 1987 - MB OF-1314

Benfica BBTT 191 - Caio Apache VIP 2001 - MB OF-1721

Benfica BBTT 229 - Caio Millennium 2001 - MB OH-1628L

BB Transportes e Turismo 229 - Caio Padron Vitória 1988 - MB OF-1315

Benfica BBTT 233 - Caio Millennium 2001 - MB OH-1628L

Benfica BBTT 237 - Caio Millennium 2001 - MB OH-1628L

Benfica BBTT 243 - Caio Millennium 2001 - MB OH-1628L

BB Transportes e Turismo 275 - Thamco Scorpion TH 3250 US 1990 - MB OF-1318

Benfica BBTT 282 - Caio Apache S22 2008 - VW 15-190 EOD

BB Transportes e Turismo 287 - Thamco Scorpion TH 3250 US 1990 - MB OF-1318

Benfica BBTT 351 - Mercedes Benz O371U

Benfica BBTT 00420 - Marcopolo Viale 2001 - MB OF-1721
(Era comum ter ônbus para serviços especiais e sociais, assim como era comum virem carros que eram do Rio de Janeiro)

BB Transportes e Turismo 421 - Comil Svelto 1995 - MB OF-1620

Benfica BBTT 00430 - Marcopolo Viale 2001 - MB OF-1721

Benfica BBTT 465 - Busscar Urbanuss 1998 - MB OF-1115
(Reencarroçado, uma peça rara se não era filho único e ficou rodado em toda a região, foi a primeira vez que eu vi um "micrão", um ônibus em tamanho Midi)

Benfica BBTT 00550 - Caio Apache VIP 2003 - MB OF-1721

Benfica BBTT 560 - Caio Apache VIP 2001 - MB OF-1721

Benfica BBTT 569 - Caio Alpha 1998 - MB OF-1721

Benfica BBTT 573 - Caio Alpha 1998 - MB OF-1721

Benfica BBTT 579 - Caio Alpha 1998 - MB OF-1721

Benfica BBTT 585 - Busscar Urbanuss 1998 - MB OF-1115

Benfica BBTT 587 - Comil Piá 2000 - VW 9-150 OD
(Padrão muito raro de Itapevi, visto em micros como Piá e Senior apenas)

Benfica BBTT 00601 - Marcopolo Viale 2001 - MB OF-1721

Benfica BBTT 605 - Marcopolo Viale 2001 - MB OF-1721

Benfica BBTT 609 - Marcopolo Viale 2001 - MB OF-1721

Benfica BBTT 611 - Caio Alpha 1998 - MB OF-1721

Benfica BBTT 617 - Caio Alpha 1996 - MB OF-1620

Benfica BBTT 27.077 - Caio Alpha 1998 - MB OF-1721
(Vi um desse em Carapicuiba uma vez e me apaixonei)

Benfica BBTT 27.181 - Marcopolo Viale 2001 - MB OF-1721

Benfica BBTT 27.217 - Caio Apache VIP 2001 - MB OF-1721

Benfica BBTT 27.257 - Caio Apache VIP 2004 - MB OF-1721

Benfica BBTT 27.263 - Caio Apache VIP 2004 - MB OF-1721

Benfica BBTT 27.265 - Caio Apache VIP 2004 - MB OF-1721

Benfica BBTT 27.267 - Caio Apache VIP 2004 - MB OF-1721

Benfica BBTT 27.277 - Marcopolo Viale 2004 - MB OF-1721

Benfica BBTT 27.279 - Marcopolo Viale 2004 - MB OF-1721

Benfica BBTT 27.281 - Marcopolo Viale 2004 - MB OF-1721

Benfica BBTT 27.289 - Caio Apache VIP 2007 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.293 - Caio Apache VIP 2007 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.344 - Busscar El Buss 320 2007 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.346 - Busscar El Buss 320 2007 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.350 - Busscar El Buss 320 2007 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.365 - Busscar Urbanuss Pluss 2008 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.367 - Busscar Urbanuss Pluss 2008 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.379 - Comil Svelto 2008 - VW 17-230 EOD

Benfica BBTT 27.381 - Comil Svelto 2008 - VW 17-230 EOD

Benfica BBTT 27.385 - Caio Apache VIP 2008 - VW 17-230 EOD

Benfica BBTT 27.387 - Caio Apache VIP 2008 - VW 17-230 EOD

Benfica BBTT 27.389 - Caio Apache VIP 2008 - VW 17-230 EOD

Benfica BBTT 27.391 - Caio Apache VIP 2008 - VW 17-230 EOD

Benfica BBTT 27.393 - Caio Apache VIP 2008 - VW 17-230 EOD
(Carro de todo lado sendo direcionado para o trecho gratuito entre Itapevi e Amador Bueno)

Benfica BBTT 27.395 - Caio Apache VIP 2008 - VW 17-230 EOD

Benfica BBTT 27.403 - Marcopolo Viale 2009 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.421 - Marcopolo Viale 2009 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.451 - Caio Apache VIP 2011 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.483 - Caio Apache VIP 2011 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.501 - Caio Apache VIP 2011 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.503 - Caio Apache VIP 2011 - MB OF-1722M

Benfica BBTT 27.505 - Caio Apache VIP 2011 - MB OF-1722M